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segunda-feira, 6 de março de 2017

Monociclo de roda dupla: e se furar um dos pneus?

Como já disse aqui em outras postagens, depois de andar bastante tanto com monociclos de roda simples quanto com os de roda dupla, percebi que, ao menos para usuários de monociclos mais experientes, o monociclo de roda simples é muito melhor de andar no dia a dia. O monociclo de roda dupla deve ser adquirido somente por aqueles que tem muita insegurança no aprendizado (como foi o meu caso, no início). Esses dias fiquei pensando, será que existe algum outro motivo que me levaria a comprar um monociclo de roda dupla outra vez? Cheguei a conclusão que não. Eu não compraria um "double-wheeled" novamente.

Um fato curioso me chamou a atenção esses dias. Eu estava pesquisando no mercadolivre para ver se por acaso algum dos vendedores de monociclo tinha trazido alguma marca diferente de monociclos para vender no Brasil, e encontrei um anúncio de um monociclo todo preto, que aparentemente tinha uma única roda, porém mais larga. Achei bem interessante...

Quando abri o anúncio, verifiquei que apenas a primeira foto do mesmo exibia esta roda mais larga, e nas demais fotos o que aparecia era o mesmo monociclo, porém com roda dupla. Ao ver as perguntas ao vendedor, vi que alguns compradores se interessaram por aquele modelo de roda única e larga da primeira foto, porém o vendedor logo informou que aquele modelo não era mais fabricado, e o modelo que ele vendia era apenas o de roda dupla (então porque colocar uma foto de um modelo que não está vendendo, cara pálida?). 

O mais curioso foi a recomendação que o vendedor do ML deu para o comprador adquirir o monociclo de roda dupla: "se furar um dos pneus, você ainda consegue andar com o outro..."

Quando eu vi esse "argumento de venda", eu quase não acreditei...



Eu nunca tive o problema de ter um dos pneus furados do meu Airwheel Q3. Porém não é preciso ser nenhum gênio para entender que isso que o vendedor disse está totalmente equivocado. Se um dos pneus do monociclo de roda dupla furar, dificilmente você conseguirá manter o equilíbrio sobre o mesmo, pois o monociclo ficará pendendo para o lado do pneu furado, e você teria que ser um malabarista para tentar manter o equilíbrio apenas sobre a outra roda, sem o centro de gravidade adequado. 

Por isso eu digo: se você quiser adquirir um monociclo de roda dupla, não  o faça por este motivo. Como eu disse antes, a unica razão pela qual o considero válida a compra de um "double-wheeled" é a facilidade no aprendizado, e mesmo isso é questionável, visto que os monociclos de roda simples vem com as rodinhas auxiliares, que ajudam muito os iniciantes. Como você pode ver no vídeo abaixo, o uso das rodinhas auxiliares é muito válido, pois propiciam uma maior confiança para quem está aprendendo.



Quando eu comecei a utilizar o meu Airwheel X8, acabei não utilizando as rodinhas auxiliares, pois eu já andava com o Q3 há um bom tempo. Caso alguém tenha utilizado as rodinhas para o aprendizado inicial com o monociclo de roda simples, fique a vontade para compartilhar sua experiência conosco.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Em busca do equilibrio...

No início, quando estamos aprendendo a andar de monociclo, a experiência pode ser terrível, ao ponto de você pensar que jamais conseguirá se equilibrar sobre ele. Essa experiência muitas vezes desencoraja as pessoas de adquirir um monociclo. No meu caso, devido ao grau de dificuldade que senti em minha primeira experiência com um modelo da IPS, acabei optando por comprar o Airwheel Q3 (com a roda dupla) pois pensei que seria mais fácil aprender a andar com ele. Não que exista um "certo" ou um "errado" em adquirir um ou outro modelo (cada um tem sua preferência), a questão é o motivo que me levou a comprar o Q3: o medo de não conseguir andar com um monociclo de roda simples.

O corpo humano é algo realmente incrível. Com ele, conseguimos fazer coisas que as vezes sequer temos explicação. No início da curva de aprendizado, em qualquer situação (aprender uma língua estrangeira, andar de bicicleta, desenhar, escrever, dirigir, jogar futebol, etc.) tudo parece muito difícil, quase impossível de se aprender. Mas aí entra em ação o corpo humano e suas peculiaridades: ele, de uma forma incrível, assimila os movimentos necessários para o aprendizado de uma determinada função e passa a executá-los automaticamente, sem que precisemos "pensar" o momento de executá-los. 

Da mesma forma ocorre ao andar de monociclo. No início precisamos de toda a atenção e foco do mundo para nos mantermos sobre ele, mesmo que seja totalmente parados e com o auxílio de uma parede para nos encostarmos. Andar um pouco com ele é quase impossível. É incrivelmente difícil cumprir esta tarefa. Porém depois de alguma prática e uma boa noite de sono, o que acontece? Como num passe de mágica, no outro dia a tarefa já se tornou muito mais fácil, você sobe no monociclo com uma facilidade muito maior e até se arrisca com mais tranquilidade a andar por alguns metros. O corpo humano assimila tudo o que é preciso para executar esta tarefa, dia após dia.

No início era quase impossível andar no monociclo. Hoje em dia eu sou multi-tarefa sobre rodas...


Então, depois de certo tempo de prática e aprendizado, lá vou eu, andando de monociclo sem fazer força alguma para me equilibrar, subindo e descendo cordões de calçadas, passando sobre mudanças de relevo sem qualquer receio, olhando os emails do trabalho no celular, comendo um lanche ou fazendo qualquer outra coisa.. Mas como é possível se lá no início toda a minha concentração se destinava ao simples objetivo de ficar parado em pé sobre ele? Acho que se deve a tal curva de aprendizado, a como nosso corpo absorve e automatiza certas exigências para cumprir uma determinada tarefa. Uma vez alguém me perguntou em qual lado do volante de um automóvel fica a alavanca do limpador de para-brisa, e em qual lado fica a alavanca da seta. Por incrível que pareça eu não me lembrei, não sabia em qual lado ficava cada alavanca, mas todos os dias eu as utilizava, sem problemas, pois meu corpo e minha mente já tinham automatizado essa necessidade, sem que eu precisasse me lembrar conscientemente dos passos para executá-la.

Incrível, não?