quarta-feira, 22 de março de 2017

Qual monociclo devo comprar?

Um leitor me enviou um e-mail, perguntando minha opinião sobre qual monociclo (modelo/marca) ele deveria comprar. Como não consegui responder a ele, provavelmente por algum problema com o e-mail dele, respondo aqui. Segue abaixo a resposta:

Boa tarde amigo!

Ninebot e Airwheel são as marcas mais difundidas no Brasil, porém não possuem representantes oficiais, somente importadores!

Eu tenho um Airwheel X8 e já usei o Airwheel Q3 (roda dupla). Entre estes 2 que já utilizei, recomendo o Airwheel X8 sem dúvidas. 

Acredito que o Ninebot One C+ tambem seja excelente, talvez até melhor que o Airwheel, pois esta marca também é muito conhecida internacionalmente (Xiaomi).

Ao comprar o monociclo, independente da marca que você adquirir, considere que você está comprando um produto que não é massivamente comercializado no Brasil, ou seja, não tem uma assistência técnica especializada, e as empresas que os vendem estão presentes aqui no país somente através de importadores, conforme eu já comentei mais acima.. 

Sendo este um equipamento eletrônico com certa tecnologia embarcada, sempre haverá o risco de haver algum problema e você pode ficar na mão. Infelizmente este é o risco que nós corremos.

Se você quer ter mais tranquilidade no pós venda, considere adquirir o monociclo através de lojas com boa reputação (americanas, submarino, etc) e fique atento a garantia do aparelho.

Existem diversos monociclos elétricos a venda também no Mercado Livre, inclusive o Ninebot One C+, é só pesquisar lá, porém comprando no ML sempre existe o risco de ter problemas no pós venda. Você tem que escolher se vale a pena correr o risco ou não. Eu comprei meus 2 monociclos no ML (um novo e o outro usado), ciente deste risco. Por sorte tudo deu certo, recebi ambos os aparelhos conforme prometido pelos vendedores e ambos funcionaram perfeitamente.

Espero ter ajudado.

Boa sorte! 

Abraço!

terça-feira, 7 de março de 2017

Corro o risco de ser assaltado andando de monociclo?

Se você acompanha o noticiário (por mais superficial que seja este acompanhamento), já deve ter percebido a onda de insegurança que invadiu o Brasil de uns tempos para cá. Eu desde sempre tive uma péssima impressão do nosso país no tocante a segurança, agora então, nem se fala. Considerando a situação atual, como tenho eu coragem de sair por aí andando com meu nada convencional/discreto meio de transporte?

Sim, eu sempre tive um certo receio de andar nas ruas, mesmo tratando-se das ruas desta cidade que eu gosto tanto (Campo Bom/RS). Aliás, se você gosta de cidades com cara de interior, mas com vida própria e uma economia dinâmica, recomendo que conheça esta cidade, ela é sem dúvida uma exceção em meio a tantas outras cidades-lixo que temos aqui no RS.

A questão é, como eu disse, sempre tive certa insegurança para andar com o monociclo nas ruas, devido ao trânsito, e (principalmente) pelo medo de ser assaltado. Porém em um dado momento eu tive que tomar uma decisão: ou eu ficaria em casa e me esconderia, deixando de aproveitar a vida e a maravilhosa sensação de andar em um monociclo; ou eu assumiria o risco, me divertiria enquanto fosse possível, e aproveitaria todos os benefícios que o monociclo pode me trazer. Obviamente escolhi a segunda opção, e por enquanto não me arrependo.

Nas ruas com o meu saudoso Q3. O risco vale cada centavo.


É claro que o risco sempre existe. Nada impede que um maluco desesperado tente te assaltar, mas isso pode acontecer com você estando de monociclo, de bicicleta ou a pé. Além disso, eu penso o seguinte: quem sai às ruas para assaltar está sempre em busca de: 

1) dinheiro;
2) itens de fácil revenda/troca por droga (bicicletas, relógios, smartphones, etc);
3) itens que possam ser desmontados e suas partes possam ser aproveitadas/vendidas (automóveis).
4) itens dos quais os meliantes possam tirar algum proveito temporário (automóveis, motocicletas, armas, etc., para praticarem novos assaltos).
5) itens que sejam fáceis de carregar, especialmente se o assaltante te abordar a pé ou em uma motocicleta.

Obviamente o monociclo elétrico não se encaixa em nenhum destes pontos. Vejamos:

1) não é dinheiro;
2) difícil revenda (quem quer vender um monociclo usado sabe bem a dificuldade de vendê-lo, ainda mais se não tiver procedência);
3) não se pode aproveitar suas partes para praticamente nada;
4) quem o rouba saberia sequer andar nele, ou seja, sequer poderia utilizá-lo para se divertir um pouco.
5) Um monociclo é muito difícil de transportar, ainda mais para quem não sabe andar em um.

Conclusão: não será o monociclo que aumentará as chances de você ser assaltado, acho até que as chances de isso ocorrer diminuem se você estiver andando nele. Pense bem: o bandido provavelmente ficará tão boquiaberto e fascinado com alguém se equilibrando sobre uma roda, que é bem provável que ele deixe essa pessoa seguir seu rumo. Além disso, assaltar alguém de monociclo pode ser algo que chame muito a atenção das pessoas, e disso os meliantes não gostam.

Como eu disse acima, o risco sempre vai existir, porém se deixarmos de fazer tudo aquilo que envolve algum risco, vamos ter que literalmente parar de viver. De qualquer forma, é sempre bom ter bastante atenção e evitar situações de risco excessivo (andar a noite, próximo a locais sabidamente perigosos, etc.). Cabe a cada um de nós avaliar até onde vale a pena levar seu monociclo para passear.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Monociclo de roda dupla: e se furar um dos pneus?

Como já disse aqui em outras postagens, depois de andar bastante tanto com monociclos de roda simples quanto com os de roda dupla, percebi que, ao menos para usuários de monociclos mais experientes, o monociclo de roda simples é muito melhor de andar no dia a dia. O monociclo de roda dupla deve ser adquirido somente por aqueles que tem muita insegurança no aprendizado (como foi o meu caso, no início). Esses dias fiquei pensando, será que existe algum outro motivo que me levaria a comprar um monociclo de roda dupla outra vez? Cheguei a conclusão que não. Eu não compraria um "double-wheeled" novamente.

Um fato curioso me chamou a atenção esses dias. Eu estava pesquisando no mercadolivre para ver se por acaso algum dos vendedores de monociclo tinha trazido alguma marca diferente de monociclos para vender no Brasil, e encontrei um anúncio de um monociclo todo preto, que aparentemente tinha uma única roda, porém mais larga. Achei bem interessante...

Quando abri o anúncio, verifiquei que apenas a primeira foto do mesmo exibia esta roda mais larga, e nas demais fotos o que aparecia era o mesmo monociclo, porém com roda dupla. Ao ver as perguntas ao vendedor, vi que alguns compradores se interessaram por aquele modelo de roda única e larga da primeira foto, porém o vendedor logo informou que aquele modelo não era mais fabricado, e o modelo que ele vendia era apenas o de roda dupla (então porque colocar uma foto de um modelo que não está vendendo, cara pálida?). 

O mais curioso foi a recomendação que o vendedor do ML deu para o comprador adquirir o monociclo de roda dupla: "se furar um dos pneus, você ainda consegue andar com o outro..."

Quando eu vi esse "argumento de venda", eu quase não acreditei...



Eu nunca tive o problema de ter um dos pneus furados do meu Airwheel Q3. Porém não é preciso ser nenhum gênio para entender que isso que o vendedor disse está totalmente equivocado. Se um dos pneus do monociclo de roda dupla furar, dificilmente você conseguirá manter o equilíbrio sobre o mesmo, pois o monociclo ficará pendendo para o lado do pneu furado, e você teria que ser um malabarista para tentar manter o equilíbrio apenas sobre a outra roda, sem o centro de gravidade adequado. 

Por isso eu digo: se você quiser adquirir um monociclo de roda dupla, não  o faça por este motivo. Como eu disse antes, a unica razão pela qual o considero válida a compra de um "double-wheeled" é a facilidade no aprendizado, e mesmo isso é questionável, visto que os monociclos de roda simples vem com as rodinhas auxiliares, que ajudam muito os iniciantes. Como você pode ver no vídeo abaixo, o uso das rodinhas auxiliares é muito válido, pois propiciam uma maior confiança para quem está aprendendo.



Quando eu comecei a utilizar o meu Airwheel X8, acabei não utilizando as rodinhas auxiliares, pois eu já andava com o Q3 há um bom tempo. Caso alguém tenha utilizado as rodinhas para o aprendizado inicial com o monociclo de roda simples, fique a vontade para compartilhar sua experiência conosco.

domingo, 5 de março de 2017

Garagem dos monociclos...




Aqui em casa meus monociclos ficam lado a lado num cantinho da sacada, fazendo companhia um para o outro. O Airwheel Q3 está ali parado faz tempo, a espera de uma bateria e uma carcaça nova. Seu provável destino será a casa de um sobrinho meu, que irá ganhá-lo de presente ( se manter o bom comportamento até o final do ano, claro ). Já o Airwheel X8 (à direita na foto) está recarregando as baterias, quase pronto para mais uma semana.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Em busca do equilibrio...

No início, quando estamos aprendendo a andar de monociclo, a experiência pode ser terrível, ao ponto de você pensar que jamais conseguirá se equilibrar sobre ele. Essa experiência muitas vezes desencoraja as pessoas de adquirir um monociclo. No meu caso, devido ao grau de dificuldade que senti em minha primeira experiência com um modelo da IPS, acabei optando por comprar o Airwheel Q3 (com a roda dupla) pois pensei que seria mais fácil aprender a andar com ele. Não que exista um "certo" ou um "errado" em adquirir um ou outro modelo (cada um tem sua preferência), a questão é o motivo que me levou a comprar o Q3: o medo de não conseguir andar com um monociclo de roda simples.

O corpo humano é algo realmente incrível. Com ele, conseguimos fazer coisas que as vezes sequer temos explicação. No início da curva de aprendizado, em qualquer situação (aprender uma língua estrangeira, andar de bicicleta, desenhar, escrever, dirigir, jogar futebol, etc.) tudo parece muito difícil, quase impossível de se aprender. Mas aí entra em ação o corpo humano e suas peculiaridades: ele, de uma forma incrível, assimila os movimentos necessários para o aprendizado de uma determinada função e passa a executá-los automaticamente, sem que precisemos "pensar" o momento de executá-los. 

Da mesma forma ocorre ao andar de monociclo. No início precisamos de toda a atenção e foco do mundo para nos mantermos sobre ele, mesmo que seja totalmente parados e com o auxílio de uma parede para nos encostarmos. Andar um pouco com ele é quase impossível. É incrivelmente difícil cumprir esta tarefa. Porém depois de alguma prática e uma boa noite de sono, o que acontece? Como num passe de mágica, no outro dia a tarefa já se tornou muito mais fácil, você sobe no monociclo com uma facilidade muito maior e até se arrisca com mais tranquilidade a andar por alguns metros. O corpo humano assimila tudo o que é preciso para executar esta tarefa, dia após dia.

No início era quase impossível andar no monociclo. Hoje em dia eu sou multi-tarefa sobre rodas...


Então, depois de certo tempo de prática e aprendizado, lá vou eu, andando de monociclo sem fazer força alguma para me equilibrar, subindo e descendo cordões de calçadas, passando sobre mudanças de relevo sem qualquer receio, olhando os emails do trabalho no celular, comendo um lanche ou fazendo qualquer outra coisa.. Mas como é possível se lá no início toda a minha concentração se destinava ao simples objetivo de ficar parado em pé sobre ele? Acho que se deve a tal curva de aprendizado, a como nosso corpo absorve e automatiza certas exigências para cumprir uma determinada tarefa. Uma vez alguém me perguntou em qual lado do volante de um automóvel fica a alavanca do limpador de para-brisa, e em qual lado fica a alavanca da seta. Por incrível que pareça eu não me lembrei, não sabia em qual lado ficava cada alavanca, mas todos os dias eu as utilizava, sem problemas, pois meu corpo e minha mente já tinham automatizado essa necessidade, sem que eu precisasse me lembrar conscientemente dos passos para executá-la.

Incrível, não?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Qual o público alvo de um monociclo elétrico?

Hoje em dia temos diversos meios de transporte a nossa disposição. Automóveis, ônibus, trens, motocicletas, bicicleta, skate, patinete... tem para todos os gostos. O monociclo elétrico é mais uma opção de transporte para aqueles que superam o medo e aquela impressão de "coisa de outro mundo" que o monociclo transmite. Mas fica a dúvida, onde o monociclo se encaixa no nosso dia a dia? Para que situação ele melhor se adapta? Ele pode substituir algum dos meios de transportes tradicionais citados acima? Qual o público alvo de um monociclo elétrico?

Os monociclos elétricos normalmente vem com as rodinhas auxiliares, o que ajuda (e muito) no aprendizado.



Muitos tem a visão de que o monociclo elétrico é muito mais um brinquedo do que um meio de transporte funcional. É uma visão distorcida e equivocada. O "hoverboard" elétrico (também chamado de "smart balance", entre outros nomes..) é de fato um brinquedo, foi concebido para tal. O monociclo elétrico foi criado para ser uma alternativa de transporte nos grandes centros para pequenos percursos.

Hoverboard, este sim é, de fato, um brinquedo

Sendo o monociclo elétrico um meio de transporte para pequenos trajetos (ou nem tão pequenos assim, tem vezes que faço 10km sem paradas com o meu ), podemos começar a definir seu público alvo por aqueles que fazem este tipo de trajeto diariamente:

- Pedestres em geral: os pedestres de hoje são certamente os mais propensos a tornarem-se os monociclistas de amanhã. São inúmeras as pessoas que precisam cumprir trajetos de 500 metros, 1 quilômetro, até 2 quilômetros a pé hoje em dia, seja ao descer do ônibus em direção ao trabalho/casa, seja para ir ao mercado mais próximo, ou mesmo para ir trabalhar diretamente de casa ou voltar do trabalho. O monociclo elétrico tem autonomia mais que suficiente para superar este tipo de percurso, além de oferecer portabilidade suficiente para que você leve ele com você para onde você for, seja dentro de um ônibus, loja, supermercado, etc. 

- Ciclistas: A bicicleta é muito barata e útil, especialmente para quem a utiliza como meio de transporte, porém tem como ponto negativo o esforço necessário para pedalar. Subir uma ladeira não é nada convidativo, e mesmo em percursos planos pedalar por muito tempo em dias quentes pode ser um grande problema. Eu, antes de adquirir o monociclo, tentei adaptar a bicicleta em minha rotina, porém sem sucesso. Houveram dias em que eu cheguei ao destino transpirando litros, o que me fez perceber que meu meio de transporte até o trabalho teria que ser outro. Claro que hoje em dia existem as bicicletas elétricas, mas estas, além de em geral serem mais caras que o monociclo, perdem na questão da portabilidade. Enfim, considero os ciclistas de hoje bons candidatos a monociclistas.

- Passageiros de ônibus urbano/municipal: Aqui posso dizer que, assim como no caso da bicicleta, sou a prova viva de que um passageiro de ônibus de hoje pode ser tranquilamente um candidato a monociclista. Se em alguns casos o monociclo pode não substituir complemente o ônibus, ao menos pode servir para substituir parcialmente, ou para auxiliar do deslocamento pré/pós-embarque. Para ir e voltar do meu trabalho, uma das alternativas que tentei foi pegar o ônibus. Porém fiquei muito incomodado com os horários limitados e com o deslocamento a pé que eu tinha que fazer até chegar ao ponto de embarque. Como o meu trajeto de casa até o trabalho é de 3km, pude tranquilamente substituir o ônibus pelo monociclo. Acredito que muitos poderiam seguir o mesmo caminho.

- Usuários de Táxi/Uber: Salvo em situações onde você precisa levar consigo muita bagagem, aqui também considero que o monociclo pode ser bastante útil, tanto para substituir completamente, ou mesmo parcialmente o Táxi/Uber. Não foram poucas vezes em que peguei um táxi e levei comigo o meu monociclo, cumprindo metade do trajeto com o táxi e a outra metade com o monociclo. Isso me trouxe bastante economia.

- Skatistas: Logo quando eu conheci o monociclo, pensei que os skatistas poderiam ser aqueles que primeiro iriam de encontro ao monociclo, porém não foi isso que aconteceu. Apesar disso, considerando que muitos skatistas utilizam seu skate para pequenos deslocamentos, acho que eles seriam um bom público alvo, ainda mais por já terem certa noção de equilibrio.

- Motoristas: Obviamente não se pode substituir completamente um automóvel por um monociclo em nosso dia a dia, porém é perfeitamente possível deixar o carro na garagem e ir até o mercado de monociclo para comprar 1 litro de leite, não? Ou que tal aquela situação em que você tem que deixar o carro estacionado em um local muito distante do seu destino, porque simplesmente não há vagas de estacionamento nas proximidades? Que tal ter o monociclo no porta-malas do carro nessas horas? Situações como estas ocorrem aos montes, e o monociclo certamente seria muito bem vindo. Sempre que saio com o carro da minha esposa (apesar de ser nosso, quem usa é ela, por isso digo que é dela), levo meu monociclo junto, pois sei que ele poderá acabar sendo útil.

- Amantes de tecnologia: Acredito que este seja hoje o público que mais adquire monociclos elétricos atualmente. Fãs de tecnologia adoram novidades, se dedicam e se adaptam facilmente a elas. Aquele que compra o smartphone de última geração e aquele óculos de realidade virtual bacana certamente olha o monociclo elétrico com bons olhos e ao menos pensa em adquiri-lo.

- Crianças e adolescentes: apesar de o monociclo não ser um brinquedo, ele obviamente desperta a atenção de crianças e adolescentes, especialmente por ser algo diferente, que chama muito a atenção. Acredito que, para que o monociclo elétrico se torne um meio de transporte realmente difundido, ele deve ser introduzido em nossas vidas desde a infância, da mesma forma que ocorre hoje com a bicicleta. Ou seja, crianças e adolescentes são um público alvo quase obrigatório do ponto de vista estratégico a longo prazo.

O único público alvo inatingível pelo monociclo (ao meu ver) são os motoqueiros. Além de serem super práticas, baratas (em comparação a um automóvel) e econômicas, as motocicletas ocupam pouco espaço, você se desloca facilmente com uma para qualquer lugar. Não que um motoqueiro não possa comprar um monociclo, mas a chance de isso acontecer realmente é menor, pois a utilidade do monociclo é menor (quase zero) neste caso.

Enfim, como eu já citei em outros posts, o monociclo elétrico tem poucos (porém fieis) usuários. Este número certamente tende a aumentar. Aos poucos as pessoas perceberão que de fato é possível utilizar o monociclo para substituir ou complementar o seu atual meio de transporte.

E você, adotaria o monociclo em sua rotina diária?

Abraço!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Monociclo MONSTRO

Daqui há alguns dias estarei fechando 4 meses com meu Airwheel X8. Não querendo desprezar meu querido Q3, que está agonizando num canto da sacada do meu apê, mas, como costumamos dizer aqui no sul, na minha humilde opinião o X8 "dá de relho" no Q3. Fica a dica para quem atualmente utiliza um monociclo de roda dupla e se sente meio "limitado" sobre ele: troque por um monociclo de roda simples, se possível por um Airwheel X8, que tem uma roda maior (16"). Recomendo.

Mudando de assunto (mas nem tanto), o post em si é para falar sobre um "monstrinho" que encontrei nas minhas pesquisas por monociclos na internet. Há tempos acompanho uma outra marca chinesa de monociclos, a GOTWAY, pois me parece que esta é a marca que mais ousa quando falamos em criação de novos modelos de monociclo.

A última novidade deles que encontrei foi um monociclo que me deixou meio sem palavras. Um tal de GOTWAY MONSTER.



Na foto acima, o Airwheel X8 equivale ao monociclo ACM16. considerando que o X8 já é maior que a maioria dos monociclos vendidos no BR, dá pra ter uma ideia do tamanho desse Monster com roda 22". 

Além da roda de 22 polegadas, ele possui uma bateria absurda de 2400wh (uma bateria quase 15 vezes maior que a do meu X8), podendo alcançar uma autonomia mais absurda ainda de 190km (que seja 100km, já é algo incrível). Este monociclo possui um motor de 1600 watts, o que permite alcançar uma velocidade de 45km/h (imagina uma queda à esta velocidade...). Ele vem com faróis, aplicativo com diversas opções de configuração e outras firulas más. É possível encontrar alguns reviews deste aparelho no youtube com todos os detalhes.



Ser um monociclo monstro tem seu lado bom e seu lado ruim. Ele é muito mais pesado que um monociclo convencional (29kg) e demora em torno de 19hs para uma carga total. O preço também não é muito convidativo: 3 mil euros (10 mil reais). Complicado pagar um valor deste em um monociclo, ainda mais considerando impostos de importação,  o que quase duplicaria o valor a ser pago (daria pra comprar um bom carro usado, ou uma excelente motocicleta).

Enfim, está ai o "mostro". Quem sabe no futuro ele se torne mais acessível para nós, pobres mortais.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Dor nos pés ao andar de monociclo

Para quem utiliza o monociclo elétrico como meio de transporte como eu, é comum sentir uma certa dor na sola dos pés depois de certo tempo de uso. Isso se torna ainda mais perceptivo no início do aprendizado, pois existe um esforço maior em manter o equilíbrio, e este esforço extra sobrecarrega os pés e sua musculatura. 

Andar de monociclo é, na maior parte do tempo, um exercício isométrico. Você exerce a força de seus músculos, especialmente dos membros inferiores, de uma forma estática para buscar o equilíbrio. Ou seja, você fica com o corpo tensionado em boa parte do tempo, de forma consciente no início, e de forma inconsciente depois de ter mais equilíbrio. Essa tensão naturalmente vai afetar seus pés.

Além disso, considere que não é confortável ficar tanto tempo em pé. Quando estamos na fila de um banco ou de uma lotérica, não conseguimos ficar totalmente parados em pé na mesma posição, pois é desconfortável. Sobre o monociclo este desconforto bem na forma de dores na sola dos pés, que tem que ficar sobre os pedais, e estes pedais normalmente são menores que o seu pé (o calcanhar e os dedos dos pés, um pouco mais do que isso até, ficam de fora do pedal).

Para reduzir o desconforto, recomendo o seguinte:

- Utilize um tênis de solado alto e bem rígido e com amortecedores. O solado mais rígido vai fazer com que seu pé tenha uma superfície inteiriça para distribuir a força sem esta superfície ceder. Ou seja, você não vai sentir a limitação do tamanho do pedal do monociclo. O amortecedor do tênis tem a função óbvia de absorver os impactos das oscilações do terreno.
Tênis que normalmente utilizo para andar de monociclo.


- O monociclo, conforme chega perto de sua velocidade limite (17km/h) começa a inclinar  os pedais de forma a levantar a ponta de seus pés (o que causa desconforto), no intuito de fazê-lo reduzir a velocidade e manter-se dentro do limite dos 17km/h. Evite andar muito perto do limite de velocidade, ou seja, muito tempo com esta inclinação dos pedais. 

- Mantenha a postura ereta e os joelhos minimamente flexionados. A leve flexão dos joelhos (mínima coisa mesmo) auxilia na absorção das irregularidades do piso. Isso tira de seus pés a maior parte da tensão e também ajuda muito no equilíbrio.

Abraços.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Carregando o monociclo pra lá e pra cá...

Uma das tarefas mais ingratas do dono de um monociclo é ter que carregá-lo quando não se está andando nele. Exemplos: quando você tem que subir escadas, dentro de lojas ou em algum ambiente onde você não pode andar sobre ele, ou mesmo em curtas distâncias, onde não vale a pena andar nele.

Alguns monociclos (como este da foto abaixo) já vem com um suporte estilo mala de viagem para puxá-lo, eliminando a necessidade de carregá-lo na maioria das situações. Porém a maioria dos monociclos elétricos não tem uma solução incorporada a sua carcaça, mas alguns possuem acessórios a venda separadamente, que auxiliam o transporte do monociclo. É o caso dos monociclos da Airwheel (marca do meu monociclo, o X8). A empresa vende separadamente um puxador retrátil para seus monociclos. 
Exemplo de monociclo com um puxador já incorporado à sua carcaça, 
este inclusive com as rodinhas auxiliares, como nas malas de viagem.



No meu dia-a-dia com o meu X8, eu percebi duas situações incômodas:

- onde deixar o monociclo quando eu preciso ir ao banco? (complicado passar com um monociclo por aquela porta giratória cheias de sensores e detectores de metal).

- Como fazer para não precisar carregar o monociclo quando estou dentro do meu apartamento, dentro de uma loja ou outro estabelecimento que não permite o uso dele, ou mesmo quando vou percorrer uma curta distância em que não vale a pena andar no monociclo para percorrê-la?

Sobre o primeiro item, resolvi o problema comprando um cadeado em espiral de 1,50 metros da marca Elleven, que abre com uma chave (foto abaixo). É bem prático e não é pesado. Mantenho elo sempre fixado no monociclo, assim sempre que eu preciso posso utilizá-lo. No meu caso, a principal utilidade é quando vou às agências bancárias mesmo. Deixo o monociclo amarrado em algum poste na rua mesmo, ou na sessão dos caixas eletrônicos, dentro da agência mas antes da porta giratória.
Cadeado em espiral com chave que comprei para manter meu monociclo seguro 
enquanto acesso os estabelecimentos que não me permitem entrar com ele.


Sobre o segundo item, resolvi o problema hoje. Acabou de chegar o puxador retrátil (chamam ele de "Pull Rod") da própria Airwheel. Comprei diretamente do principal representante da marca no Brasil (epmodelismo.com.br). Acabei de instalar ele no monociclo. O manual que veio junto está escrito todo em chinês, mas como a instalação é simples não tive problemas. Posso dizer que o produto é de qualidade e provavelmente serve para diversos modelos de monociclos (qualquer um que tenha uma alça para carregá-lo). Abaixo algumas fotos do puxador já instalado.




O monociclo, que já tinha a companhia da correia de aprendizado (apesar de servir 
para o aprendizado ando sempre com ela pois me sinto mais seguro assim), 
agora também leva junto consigo o puxador retrátil e o cadeado em espiral.

Vale ressaltar que a melhor forma de aproveitar este puxador (que dependendo como você utilizar se torna um "empurrador") é com o monociclo ligado! 

Com certeza meus braços sofrerão menos a partir de agora. 

Aproveito este post para "comemorar" o primeiro mês com o meu Airwheel X8. Já havia feito elogios a ele e volto a dizer agora: ele é EXCELENTE. Muito acima das minhas expectativas. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Andando na Chuva

Essa semana choveu muito aqui no Rio Grande do Sul, mas especificamente em Campo Bom. Aproveitei este momento para colocar em teste a certificação IP56 (resistência à água) do meu Airwheel X8. 

Confesso que fiquei meio receoso, afinal havia adquirido ele há poucas semanas, não queria criar um problema no monociclo logo no início da minha experiência com ele. Mas como eu o comprei justamente para ir e voltar do trabalho, inclusive em dias de chuva, então cedo ou tarde o X8 teria que encarar o tempo fechado.

Minha primeira providência foi comprar uma roupa de chuva como esta abaixo. Você encontrar facilmente no Mercado Livre.

Link para comprar a roupa de chuva: 
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-705312218-capa-chuva-motoqueiro-jaqueta-c-touca-calca-_JM


Infelizmente essa roupa de chuva não cobre os pés, portanto ensaquei eles com sacos plásticos. Isso resolveu o problema dos pés.

Encarei logo de cara uma chuva intensa. Nessa situação ocorreram 2 problemas, que eu acredito serem contornáveis:

- Quando estava quase chegando no trabalho, tive que passar por uma poça de água, e ela era maior do que eu esperava. Sinceramente não sei se foi por causa disso, mas depois disso desliguei o X8 para acessar o pátio da empresa, e quando o liguei novamente ele ficou apitando (deu uma pane) e seu comportamento era como se estivesse desligado, o motor elétrico não funcionava. Fiquei apreensivo. Esperei alguns minutos e tentei ligá-lo novamente, aí o monociclo voltou a funcionar normalmente. Estranho, não? Realmente não sei o que aconteceu. Vou entrar em contato com a fabricante para ver se eles tem uma ideia do que pode ter acontecido. Pensei que poderia ter entrado em ação algum mecanismo de proteção por causa do excesso de água, mas que eu saiba não existe nenhum mecanismo destes nos monociclos elétricos.

- Outra coisa que aconteceu depois deste banho no monociclo foi que, mesmo com o aparelho desligado, a luz do botão power continuou ligada por 3 dias, porém depois deste período voltou a funcionar normalmente. 

Luz do botão liga/desliga seguiu ligada (mesmo com o aparelho desligado) por alguns dias.

Este problema com a luz do botão liga/desliga me pareceu claramente um problema de vedação do botão. Fiquei com a impressão de que entrou água por ali, o que pode ter gerado um curto-circuito temporário na luz (provavelmente um pequeno led) do botão. devido a isso, vou tentar fazer uma vedação extra para o botão, talvez fixar um plástico sobre a região onde ele fica, ou algo parecido.

Tirando estas duas situações, o X8 se comportou muito bem na chuva. A certificação IP56 que ele ostenta de fato é eficaz. Foi ótimo ter conseguido ir e voltar do trabalho com ele. A roupa de chuva se saiu muito bem também. A única parte do corpo que acabo molhando é o rosto, mas este é o menor dos problemas. Consigo carregar até mesmo a minha mochila sob esta roupa de chuva (comprei o modelo GG). Fico bem protegido mesmo.

Vale ressaltar que a roupa de chuva é feita de plástico, portanto ao colocá-la você vai sentir calor, pois ela retém o calor gerado pelo seu corpo. Então a dica que dou é: evite utilizar roupas pesadas sob esta proteção. 

Confesso que só estou tendo alegrias com este monociclo (Airwheel X8). Ele é mais leve do que o Q3, tem mais uma autonomia maior, para usuários experientes como eu é muito mais fácil e confortável de andar do que o Q3. Foi sem dúvida uma excelente aquisição. A única ressalva é a velocidade (atinge no máximo 17km/h), o que para mim é pouco. Poderia chegar aos 25km/h tranquilamente. Entrei em contato com um representante da Airwheel da China, e ele me disse que não é possível alterar esta limitação de velocidade, infelizmente.

Quaisquer dúvidas e comentários estou a disposição.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Monociclos x Autonomia

Meu Airwheel Q3 com seu pack de baterias de 132Wh

O monociclo elétrico ainda é encarado como um mero brinquedo pela maioria, porém alguns de nós (poucos, porém convictos) já adotaram o monociclo como um meio de transporte prático e eficiente para curtas distâncias. Considero adequado o uso diário do monociclo para distâncias entre 500 metros e 4 quilômetros (uso contínuo, sem paradas). Por quê deste range? Simples: menos de 500 metros eu ando a pé, mais de 4km é cansativo, os pés ficam doloridos e o corpo sente o cansaço de ficar tanto tempo em pé na mesma posição.

E a autonomia nessa história, onde fica? Por mais que usemos o monociclo em trajetos contínuos de no máximo 4km (em tese qualquer monociclo, por menos autonomia que tenha, consegue percorrer 4km), pode ser que durante o dia você tenha que se deslocar 3 ou 4 vezes por um um trajeto de 3 ou 4km, sem ter tempo de fazer a recarga na pausa entre estes deslocamentos. Dentro deste quadro, não é qualquer monociclo que vai suprir esta necessidade. 

A autonomia de um monociclo está diretamente ligada a capacidade da bateria (ao contrário de um celular que dependendo do tipo e qualidade de alguns componentes, consegue uma autonomia maior na comparação com outros aparelhos, mesmo com uma bateria inferior). Abaixo temos uma lista com os packs de bateria que normalmente equipam os monociclos vendidos, com exemplos de monociclos que as utilizam.

132Wh (Airwheel X3)
170Wh (Airwheel X8)
220Wh (Ninebot One C+, Super Wheel Two Dogs)
320Wh (Ninebot One E+)
340Wh (Airwheel Q3, este possui versões com packs de baterias menores também)


Pack de 132wh do meu Airwheel Q3.


Autonomia prometida pelo fabricante X realidade.

Se olharmos as especificações técnicas de um determinado monociclo (ex: Airwheel X8), veremos que, na teoria, o fabricante promete autonomia entre 17 e 23km. E na realidade?

O fabricante "calcula" a autonomia de seu aparelho nas seguintes condições: nada de vento, nada de rugosidade no terreno, nada de subidas, nada de descidas, usuário com peso de no máximo 65kg... enfim, convenhamos, jamais encontraremos estas condições em nosso dia a dia.

Portanto, ao comprar um monociclo, lembre-se que a autonomia prometida pelo fabricante, na prática com certeza não será entregue a você. Com a experiência que tenho com meu Airwheel Q3 (132wh) e agora com o Airwheel X8 (170wh), e considerando o uso destes no meu dia a dia, enfrentando todo o tipo de situação nos percursos e o meu peso corporal (70kg), posso garantir que:

- pack de baterias de 132wh: você pode contar com 6km de autonomia.
- pack de baterias de 170wh: você pode contar com 8km de autonomia.
- pack de baterias de 340wh: você pode contar com 16km de autonomia.
- pack de baterias de 680wh: você pode contar com 32km de autonomia.

EDITADO: um outro detalhe que influencia sensivelmente tanto no rendimento quanto na vida útil da bateria de lítio/íon: a temperatura ambiente. Este tipo de bateria precisa de uma temperatura ambiente acima de 15 graus célsius para que as reações químicas ocorram da melhor forma possível, gerando toda a energia possível de ser gerada. Em temperaturas muito baixas, o rendimento da bateria tende a diminuir. Como moro aqui no Rio Grande do Sul, onde o inverno é rigoroso, pude sentir essa baixa no rendimento na prática.
Em temperaturas muito altas, acima dos 40 graus célsius, o problema recai sobre a vida útil da bateria, que não se dá muito bem com temperaturas altas. Seus componentes se deterioram mais rapidamente e a vida útil tende a diminuir.

Lembrando que, ao contrário das fabricantes, essa avaliação que faço é pessimista, ou seja, a autonomia pode aumentar se você for mais leve que eu, se o seu trajeto diário for mais plano do do que o trajeto que eu enfrento, se você não enfrentar vento e terreno rugoso/acidentado.


Autonomia x vida útil da bateria

Considerando que as  baterias que equipam os monociclos são as de lítio/íon (são as melhores para este fim atualmente), você deve considerar que a vida útil de uma bateria deste tipo é de 300 a 500 ciclos (1 ciclo = 1 recarga completa). Não caia na conversa de algumas marcas de baterias duram 1000 ciclos, ou 1800 ciclos como já ouvi dizer por ai, isso é mentira argumento de marketing. 

Após 500 ciclos (na melhor das hipóteses), a bateria começa a degradar-se lentamente. Considere que, ao final de 1000 ciclos, sua bateria terá em torno da metade da capacidade que tinha originalmente. Mesmo que você deixe seu monociclo encostado por 2 anos, o monociclo terá sua autonomia reduzida. Estudos mostram que a bateria de lítio/íon tem uma taxa de perda de capacidade de 10% ao ano, quando guardada, sem uso. 

Se você utilizar o monociclo diariamente, de segunda a sexta, considerando que temos em torno de 255 dias úteis no ano, a bateria chegará ao final de 2 anos com 80% da capacidade original (lembre-se que existem os 10% ao ano de degradação natural da bateria, mesmo sem utilizá-la). A partir do 3 ano você terá uma redução maior da autonomia do seu monociclo. 

Dica importante para aumentar a vida útil da bateria do seu monociclo (isso serve para smartphones também):

- Faça a recarga antes de a bateria chegar ao fim, de preferência antes de chegar aos 40% de carga restante. Considerando que 1 ciclo = 1 recarga completa, se você carregar a bateria quando ela estiver nos 50% de carga, você terá gasto apenas meio ciclo. Além disso, estudos mostram que a vida útil da bateria  (número de ciclos antes da degradação) aumenta sensivelmente se você fizer a recarga antes de a bateria chegar ao fim.

Espero ter ajudado.

Abraços.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Monociclo Elétrico: roda dupla ou roda simples?

Há 8 meses tenho tido a experiência diária de andar com o monociclo Airwheel Q3 que, apesar de chamarem de monociclo, possui roda dupla. O principal apelo da roda dupla em um monociclo elétrico é a facilidade em manter o equilíbrio. Foi por isso que eu (acertadamente) escolhi o Airwheel Q3 ser meu primeiro monociclo elétrico. 

O tempo passou, a bateria do meu Q3 (comprei usado) foi se degradando, e tive que pensar em adquirir um novo monociclo. Existia a opção de adquiir um pack de bateria novo, porém o preço alto e a curiosidade de adquirir um monociclo de roda simples me fez optar por um novo. 

Chegou a hora de escolher um novo monociclo. Foi possível perceber que houve uma relativa baixa no preço dos monociclos nestes últimos 8 meses, especialmente os vendidos no mercadolivre. A tarefa então seria escolher qual monociclo comprar. No mercadolivre existem algumas opções marcas de monociclos de qualidade, como a Nineboot e a própria Airwheel, além de outros aparelhos sem marca (desaconselho estes). Também existe um representante da IPS no Brasil, mas ele vende apenas um modelo da marca, sendo que o preço não é muito convidativo.

Como eu uso o monociclo no meu dia a dia para trabalhar (3,5km para ir + 3,5km para voltar), precisaria de um aparelho que tivesse uma autonomia (falo de autonomia real) de mais de 10km, já considerando trechos com algum relevo. Nesse sentido, um monociclo com bateria de 170wh seria suficiente. Também queria um monociclo que tivesse uma velocidade um pouco maior que os 15km/h do meu Q3, que também fosse mais leve, e com um bom custo/benefício. Ah, precisaria ser resistente à água tambem.

Foi dificil conciliar estas características em um dos modelos a venda no Brasil. O melhor dentro destes quesitos foi o Airwheel X8. Este modelo deixa a desejar na questão da velocidade (vai no máximo até os 17km/h), mas atende muito bem todos os demais quesitos. 

Airwheel X8

  1. é 3kg mais leve que o Airwheel Q3. (pesa 11kg), portanto mais fácil de carregar
  2. tem uma roda aro 16, o que dá mais conforto e permite superar certos obstáculos com mais facilidade
  3. tem a autonomia que eu preciso (170wh de bateria), superando os 10km dentro do trajeto que eu percorro.
  4. o custo/benefício foi aceitável (R$ 1600,00 no mercadolivre)
  5. é resistente à água (certificação IP56).


Fiquei bem tentado em comprar um Ninebot C+, ou ainda importar um GotWay direto da china, mas achei que para o momento o Airwheel X8 supriria minhas necessidades.



Transição de roda dupla para roda simples.

Chegou o momento de saber como seria andar em um monociclo "de verdade". Não pense você que foi "a mesma coisa", ou foi fácil. Houve uma situação que me criou dificuldades no X8, que foi no momento da transição de terrenos (subir uma calçada, por exemplo), e andar em terrenos com inclinação lateral (a parte da rua próximo a calçada, por exemplo). Ao encarar estas situações com o Q3, é necessário permitir que o aparelho acompanhe a inclinação do terreno e às ondulações na mudança de terreno. Por exemplo, se você vai subir uma calçada utilizando o acesso de uma garagem (aquela "rampinha" por onde o carro acessa a calçada), se você subir na diagonal (não da forma reta como um carro), você vai ter que "ceder" seu ponto de equilíbrio ao monociclo, ou seja, o Q3 vai se inclinar para que as duas rodas tenham contato com o piso. Já com o X8 isso não acontece. Se você encarar uma oscilação de terreno lateralmente, você vai fazer isso absolutamente reto, mantendo seu equilíbrio totalmente na vertical, neste caso o monociclo, por ter uma roda só, vai manter-se alinhado na vertical com você (da mesma forma que uma bicicleta). Esse detalhe muda completamente a forma de utilizar o monociclo nestas situações. Levei 2 ou 3 dias para me sentir totalmente adaptado ao X8 nessas condições. Agora me sinto tranquilo para guiá-lo, sem problemas.

Outro problema da transição de um aparelho para outro é o momento de subir no monociclo. Ter o equilíbrio inicial no Q3 é muito mais fácil, sem falar que raramente eu precisava descer em caso de uma parada completa (num semáforo, por exemplo), pois é possível com um mínimo de equilíbrio ficar parado sobre ele. Já no X8 a coisa muda de figura. Descer e subir novamente se tornou algo mais rotineiro do que antigamente. Ainda estou me acostumando a isso.

No mais o X8 é só alegrias. Sua roda grande de aro 16 dá mais conforto ao andar, sinto muito menos as oscilações de terreno. A autonomia da bateria me permite ir e voltar do trabalho sem precisar recarregar, restando praticamente 1/3 de mesma (já descartando aqueles 15% reservados para a proteção da própria bateria). 

Para quem quer aprender a andar em um monociclo, sem dúvidas recomendo adquirir um modelo de roda dupla como o Airwheel Q3 ou o Q1 (mais barato). Para quem já sabe andar, os modelos de roda simples são muito mais interessantes, especialmente por seu peso reduzido, pelo conforto (são mais gostosos e suaves de andar por terem o atrito de apenas 1 pneu com o chão) e pelo ponto de equilíbrio mais parecido com o de uma bicicleta.

Espero mais uma vez ter ajudado àqueles que estão interessados em adquirir este veículo de transporte individual extremamente elegante e útil no dia a dia.

terça-feira, 8 de março de 2016

Airwheel Q3: Dicas para iniciantes

Andar num Airwheel Q3 não é a coisa simples, especialmente para um novato. Mesmo sendo um Twin-wheel (roda dupla),  conseguir o equilíbrio no Airwheel Q3 não é uma tarefa fácil no início. Eu não conhecia a melhor forma de aprender, e o resultado disso foram hematomas, muitos hematomas na parte interna das canelas.


Resultado de minha inexperiência


Na ansiedade de me equilibrar, acabava forçando demais minhas pernas contra o monociclo, o que acabou gerando estes machucados. Ter escolhido um piso irregular no início (a área interna do condomínio onde moro) só piorou a situação. 

Mas essas experiências todas me trouxeram alguns aprendizados para lidar com esse "tourinho" de uma forma mais saudável e eficaz. Repasso este aprendizado em forma de dicas para vocês. O resumo das dicas é o seguinte:

Dia 1 

- para subir a primeira vez num Airwheel Q3, procure um lugar onde você possa se apoiar com as duas mãos,  como as paredes de um corredor, por exemplo. 

- tendo um bom lugar para se apoiar, coloque um dos pés em um dos pedais, e escore esta perna conta o monociclo, para que ele não caia quando você for colocar o outro pé. Nesse momento você pode sentir um pouco de desconforto na parte interior da perna que está apoiada no monociclo. Tente evitar o contato do osso da canela, busque colocar a lateral da panturrilha contra o monociclo. Se você for muito magro, use caneleiras na parte interna da canela no início. Em seguida, com as mãos apoiadas em algo, coloque a outra perna no outro pedal. 

- Depois de subir, mantenha-se calmo e ereto sobre o monociclo. Tente sentir o funcionamento do sensor (giroscópio). Incline-se levemente para frente e para trás, para pegar o jeito de ir para frente e para trás. Faça isso por uns 15 minutos, sempre com as mãos apoiadas nas paredes de um corredor, ou algo parecido. Em minutos você perceberá que seu corpo vai começando a entender como o brinquedo funciona. Vai assimilar a questão da aceleração e do freio.

- Depois disso, o próximo passo é tentar andar com ele por alguns metros, sempre escorado em alguma coisa. Incline-se levemente para frente e saia um pouco do lugar. Fazendo isso, você verá que não é tão difícil equilibrar-se, e naturalmente vai se arriscar a tirar as mãos do seu apoio. Conforme for ganhando confiança, tente andar em linha reta por alguns metros com o apoio por perto, mas sem tocá-lo. 

Dia 2

No segundo dia vamos nos arriscar um pouco mais. Você vai se sentir em condições de andar ao ar livre. Para fazer isso, encontre um local com piso bem regular (uma boa calçada ou ciclovia), e use a cinta (aquela que eu uso até hoje) para auxiliar no equilíbrio. Siga o mesmo procedimento para subir no monociclo, agora pedindo a ajuda de um amigo para se apoiar (pode se apoiar numa árvore ou poste também), e tente andar em linha reta o máximo que conseguir. Se você perder o equilibrio, pule para longe do monociclo,  não tenha pena de deixá-lo cair no chão. Não pense que você vai conseguir mantê-lo impecável, porque cedo ou tarde ele vai cair e a carcaça vai ganhar seus arranhões. É importante pular para longe para que você não machuque as canelas e tornozelos. 

- Depois de algumas tentativas frustradas, você com certeza conseguirá andar algumas boas dezenas de metros sem cair. Esse é o diferencial da roda dupla, ela facilita a obtenção do equilibrio, ao contrário da roda simples. Com a roda dupla, você aprende a andar em 10x menos tempo do que um monociclo de roda simples. Isso é tão verdade que os monociclos de roda simples vem acompanhados de um par de rodinhas para serem fixadas abaixo dos 2 pedais (como as rodinhas de uma bicicleta) para auxiliar no aprendizado, e o Airwheel Q3 não vem com estas rodinhas inclusas. 

- siga andando no monociclo, comece a tentar fazer as primeiras curvas. Não tente fazer curvas fechadas, faça curvas bem abertas no início, até ter mais confiança. Acelere um pouco mais, e teste o funcionamento do freio inclinando-se para trás. Com o tempo seus movimentos de andar e parar se tornarão naturais, e você terá coragem de encarar terrenos um pouco mais irregulares. 

- nunca deixe de usar a cinta. Ela lhe proporcionará segurança, e com o tempo lhe ajudará a superar pequenos obstáculos, como cordões de calçada e buracos, além de em caso de queda, manter o monociclo sempre com você, evitando que ele saia em disparada para o meio da rua, ou em direção a alguém. 

- não desanime! você pode até se assustar com a dificuldade de subir no monociclo no início, mas rapidamente seu corpo entenderá o funcionamento do Airwheel Q3, e antes de perceber você estará andando nele.

Espero ter ajudado! 

Boa sorte, iniciante!





domingo, 6 de março de 2016

O grande teste com meu Airwheel Q3.



Neste final de semana fiz um teste com o meu Airwheel Q3. Percorri 9km entre Novo Hamburgo e Campo Bom.

Os objetivos do teste foram:

- Verificar a autonomia da bateria em percursos com subidas e descidas intensas.

- A potência do motor em subidas íngremes.

- O desgaste físico em um trajeto longo.

Antes de começar, uma breve explicação do funcionamento do Airwheel Q3. Ao ligá-lo, entra em funcionamento o giroscópio, o sensor responsável pela estabilidade, que faz ele acelerar se você se inclinar para frente, e frear ou andar para trás se você se inclinar para trás.

Saí de Novo Hamburgo com a carga da bateria cheia. Fiz o trajeto saindo da Bento Gonçalves, próximo ao antigo fórum. Segui pela Coronel Travassos em direção a Mauricio Cardoso. Um trajeto inicial repleto de subidas já no início fez uma das quatro luzes da bateria se apagar logo de cara, o que me deixou preocupado (será que vou conseguir chegar em Campo Bom?), mas assim que cheguei no trajeto plano da Maurício Cardoso fiquei mais tranquilo, pois daquele ponto até o pé da lomba da av. Brasil em Campo Bom seria somente trechos planos ou descidas.

Percebi a dificuldade de andar na rua (em certos trechos a calçada era péssima ou inexistia), pois o asfalto remendado tornava mais tudo mais instável, e existia a possibilidade de eu balançar para o lado dos carros, o que me deixava bem tenso. Isso aconteceu na Coronel Travassos e praticamente em toda a Vitor Hugo Kunz onde não havia calçadas apropriadas. O trecho da Maurício Cardoso sem dúvida foi o mais tranquilo nesse sentido, e divertido também. Muitas pessoas ficavam encantadas ao me ver passar, muitos buzinavam, me perguntavam o que era essa "coisa". Foi bem bacana.

O desgaste físico intensificou-se depois na chegada a Vitor Hugo Kunz. Meus pés começaram a formigar e as pernas sentiram o cansaço. Para ter estabilidade e superar as irregularidades, preciso estar com os joelhos levemente flexionados, pouca coisa, mas o suficiente para sentir o cansaço depois de alguns km das ruas esburacadas e remendadas de Novo Hamburgo (alô prefeito!!!).

Chegar em Campo Bom foi uma alegria, e ao mesmo tempo criou em mim uma expectativa grande: será que o motor aguenta subir essa ladeira da Av. Brasil? E a bateria, que até então estava e uns 35% (variando entre 1 e 2 luzes das 4 possíveis), será que será suficiente para enfrentar esse relevo? Eu estava bem cansado, mas o asfalto liso e plano de Campo Bom (isso sim é cidade!!!) e a capacidade do monociclo de superar a subida me deixaram muito animado! Subir uma ladeira dessas sem pingar uma gota de suor é uma das coisas mais incríveis que este pequeno e notável veículo elétrico pode fazer por você.

Depois da subida veio a descida, e la embaixo o encontro com a ciclovia dobrando a direita no primeiro semáforo. Mais algumas centenas de metros e eu estava em casa. Ainda sobrou um pouco de bateria para fazer umas manobras e gravar o pequeno vídeo que vocês podem ver no final do texto.

Resumo do teste:

A bateria de 170wh é boa, mas para ter mais tranquilidade no trajeto poderia ser maior. Foram 9km de um trajeto sinuoso para esgotá-la quase completamente.

Na questão do equilíbrio, ao mesmo tempo que este monociclo de roda dupla permite que você tenha mais estabilidade (consigo ficar em cima dele mesmo quase estando parado), em alguns trechos irregulares como um asfalto remendado a roda dupla incomoda um pouco, pois quando um dos pneus passa por um remendo e o outro passa por fora dele, o monociclo tende a te jogar para o lado mais baixo da irregularidade, o que pode fazer com que você seja jogado para dentro da pista contra um carro, por exemplo, se você não estiver atento. Isso é muitíssimo perigoso, foi sem dúvida minha maior dificuldade, o que me trouxe muita tensão durante boa parte do trajeto.

Em tempo: o Airwheel Q3, assim como outros monociclos, vem com uma cinta para auxiliar no aprendizado. Eu escolhi usar sempre esta cinta pelo seguinte: caso eu caia ou mesmo pule fora do monociclo para evitar o pior, ele pode acabar seguindo um trajeto sozinho direto oara baixo de um carro, o que seria um desastre! Então eu escolhi usar sempre a cinta para segurá-lo comigo em caso de quedas ou seja lá o que acontecer.

Sobre o desgaste físico: apesar de não ter transpirado uma gota, fiquei muito cansado pelo tempo que fiquei em pé (quase 1h de trajeto) e pela força que precisei fazer com as pernas para ter equilíbrio em trechos irregulares.

- O motor é realmente incrível. Tem um torque impressionante e mostrou isso ao superar as subidas e segurar bem nas descidas (o freio nada mais é do que acelerar no sentido contrário). É possível frear com segurança e parar imediatamente. O limitador de velocidade é essencial para você se manter em uma velocidade segura (12 a 15km por hora).

Enfim, só tenho elogios a fazer ao Airwheel Q3. Mas tenho que reconhecer as limitações para seu uso. Depois desta experiência, considero ele im veículo para cumprir no máximo 5km de distância de forma relativamente confortável, de preferência longe dos carros! Para um percurso destes, sua bateria está de bom tamanho. Você pode andar com ele em terrenos irregulares, mas o melhor mesmo é andar por uma boa ciclovia, como as que temos em Campo Bom ou por boas calçadas. Andar na rua perto dos carros requer 100x mais atenção, pois um breve descuido e um carro pode passar por cima de você. Para os que buscam uma equivalência de experiência de uso, andar num monociclo elétrico é muito mais difícil do que andar numa bike. Na bike você tem muito mais controle da situação. Andar de monociclo requer "humildade constante", é preciso sempre lembrar que você tem sérias limitações e não tem todo o controle da situação, por mais que suas habilidades lhes digam o contrário. Apesar de a roda dupla ter me causado insegurança em terrenos irregulares, ainda assim prefiro este do que o monociclo de fato (com uma roda só), pelo fato de conseguir ficar sobre ele mesmo estando quase totalmente parado.

Esqueci de falar sobre o peso do Airwheel Q3, ele pesa 14kg! Nem pense em carregá-lo por mais do que 10 metros com você!


Espero ter ajudado aqueles que assim como eu pensam em adquirir um monociclo. Aqui em Campo Bom ele é o meio de transporte quase perfeito devido às ciclovias que temos aqui. Em novo hamburgo eu andei bastante em ruas mais calmas, mas o prudente mesmo é ir pelas calçadas!

Se alguém adquirir um monociclo destes, por favor deixe seus comentários sobre sua experiência com ele!


sexta-feira, 4 de março de 2016

Meu Airwheel Q3

De um tempo para cá, meu interesse nos monociclos elétricos só aumentou. Me interessei tanto que comprei um Airwheel Q3. Eu já disse em posts anteriores que a Airwheel é uma das fabricantes de monociclos que mais tem se destacado no momento. É provavelmente a que mais vende estes veículos elétricos no Brasil. Por isso resolvi comprar um desta marca, mais especificamente este modelo, o Q3.

O Airwheel Q3 na verdade não é um monociclo, é um "duociclo" elétrico. Possui 2 rodas, uma ao lado da outra, o que torna muito mais fácil obter o equilíbrio sobre ele, como você pode ver no vídeo abaixo.


Airwheel Q3


Eu havia testado um Monociclo (de fato, com 1 roda só) da marca IPS, que estava sendo vendido em São Leopoldo, e achei muito dificil me equilibrar nele. Acredito que com um pouco mais de prática eu conseguiria, mas resolvi não correr riscos e optei por comprar este modelo da Airwheel com 2 rodas.

Logo que ele chegou hoje pela manhã lá em casa, eu o abri e testei para verificar se tudo estava certo. O que posso dizer é que andar nele é viciante! O Airwheel Q3 tem um potente motor elétrico (800 Watts). Este modelo que comprei tem uma bateria de 170Wh, o que acredito ser suficiente para andar uns bons 10km nas ciclovias aqui de Campo Bom, encarando um pouco de aclives e declives. Ele possui 4 luzes de led para indicar o nível da bateria. Infelizmente não só apenas nas subidas, mas nas descidas também o gasto de bateria aumenta, pois você precisa frear, e o freio no monociclo nada mais é do que forçar o motor no sentido contrário.

O que posso dizer é que o Airwheel Q3 me surpreendeu pela robustez, pela qualidade, pela força e pela facilidade de obter o equilíbrio sobre ele. Em 10 minutos de tentativas já estava me sentindo como se tivesse nascido sobre um desses. 

O que posso dizer é que esse "brinquedo" tem tudo para se tornar um meio de transporte alternativo. O preço é um pouco proibitivo, mas isso é uma questão de tempo para mudar. 

Assim que possível postarei mais fotos e vídeos.

Meu Airwheel Q3.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Monociclos Elétricos são a prova da água?




Passei muito tempo em dúvida sobre qual modelo de monociclo comprar. Minha intenção, além da diversão, é ter uma forma de (ao menos nos dias sem chuvas) ir e voltar do trabalho sem gastar muito, de uma forma eficiente e segura. Moro numa cidade do Rio Grande do Sul chamada Campo Bom, uma simpática cidade conhecida por suas praças e ciclovias. No início tentei usar uma bicicleta comum, mas apesar de praticamente todo o trajeto ser plano, muitas vezes cheguei transpirando no trabalho, e isso definitivamente não é o que eu quero que aconteça.

Passei então a olhar para os skates elétricos. Me entusiasmei com a possibilidade de utilizar um para "comutar" até o trabalho, porém o peso dos skates elétricos vendidos no Brasil me assustaram. Alguns modelos ultrapassam os 30kg, ou seja, impossível carregá-lo comigo. Alguns skates são mais leves, mas mas normalmente estes são menores, suas rodinhas são pequenas como as de um skate comum, o que me impede de superar certos obstáculos sem preocupação, como desníveis nas calçadas (tem muita ciclovia aqui, mas não por todo o trajeto que faço), sem falar no fato de que se eu passar por uma poça da água com um skate desses, é grande a chance de eu estragá-lo. Pegar um pouco de chuva então, nem pensar. 

Bicicletas elétricas também são uma alternativa viável. Pensei muito nisso, mas não gosto do fato de ter que deixá-la num bicicletário ou algo do tipo. No Brasil todo mundo rouba tudo, então certamente em algum momento alguém tentaria roubá-la. Sem falar que uma bicicleta elétrica (dessas vendidas no Brasil) são super pesadas, não são dobráveis e, por consequência, nada portáteis. Por esses motivos acabei descartando as bicicletas elétricas também.

Cheguei a pensar em importar um skate elétrico, como o ZBoard, super leve e portátil, ou uma bicicleta elétrica diferenciada, mas antes de fazer isso preferi buscar outras opções no Brasil. Foi ai que descobri o monociclo elétrico. O primeiro que tive contato foi a Super Wheel da Two Dogs. Me pareceu ser um aparelho robusto, consistente. Porém na época o aparelho era caríssimo (3590 reais), o que me assustou um pouco. comecei a pesquisar outros modelos, e então encontrei a Airwheel. Foi a partir deste momento que comecei a me interessar mais pelos monociclos elétricos, estudando suas especificações técnicas e diferenças entre as fabricantes. Descobri que existem diversas fabricantes de monociclo, em especial na Ásia, mais especificamente na China. Fiquei encantado com as possibilidades deste aparelho, por sua portabilidade, autonomia e desempenho, e fiquei mais entusiasmado ainda quando vi que alguns modelos possuíam certificação IPXX (resistência a água e poeira). Nesse momento eu percebi que o veículo que eu precisava para ir e vir do trabalho era um monociclo elétrico.

Todos os monociclos da Airwheel possuem a certificação IP56. Deixarei aqui uma tabela que fala sobre o certificado IPXX. Nos próximos posts comento sobre qual modelo escolhi para mim, e os motivos.

O primeiro número indica o grau de proteção contra objetos sólidos
O segundo número indica o grau de proteção contra líquidos
X: Não mensurado
X: Não mensurado
0: Sem proteção
0: Sem proteção
1 = protegido contra a entrada de objetos sólidos externos de diâmetro ≥ 50 mm
1 = Protegido contra gotejamento vertical
2 = protegido contra a entrada de objetos sólidos externos de diâmetro ≥ 12,5 mm
2 = Protegido contra gotejamento (inclinação de 15%)
3 = protegido contra a entrada de objetos sólidos externos de diâmetro ≥ 2,5 mm
3 = Protegido contra pulverização (inclinação de 60%)
4 = protegido contra a entrada de objetos sólidos externos de diâmetro ≥ 1 mm
4 = Protegido contra respingo
5 = protegido contra poeira (entrada limitada, sem depósitos prejudiciais)
5 = Protegido contra jato
6 = à prova de poeira
6 = Protegido contra jato potente
 
7 = Protegido contra imersão temporária (até 1 metro por 30 minutos)
 
8 = Protegido contra imersão contínua (acima de 1 metro de profundidade pelo período de tempo especificado pelo fabricante)